Publicado em 27/02/2026

ATENTADO NA MARGEM DO RIO MINHO EM LANHELAS

Em 18/03/1989, a COREMA, com os alunos da Escola Primária local, plantou umas dezenas de choupos híbridos na margem do Rio Minho, em Lanhelas.

Estas árvores que atingiram um porte assinalável, contribuíram para tornar este trecho da margem portuguesa num dos locais mais aprazíveis e mais bonitos da zona ribeirinha do Alto Minho. Trinta e sete anos depois foram abatidos na sua totalidade. E o abate cego que foi praticado não só visou os choupos, mas outras espécies ripícolas, como salgueiros e amieiros (Foto 5) e, ainda, um monumental plátano, com mais de meio século de idade, em perfeito estado fitossanitário (Foto 2).

Foto 2
Foto 5

 

 

 

 

 

 

 

 

A COREMA nunca se opôs ao abate dos choupos que estivessem afetados pela podridão. Um tinha tombado em consequência das últimas intempéries e em anos anteriores caíram alguns ramos de uma ou de outra árvore desta espécie. Propusemo-nos, inclusive, a substituí-los, de forma faseada, por salgueiros, amieiros e freixos. Foram, nos últimos dias, derrubados na totalidade,  juntamente com outras espécies que nunca representaram qualquer ameaça para a segurança de pessoas e bens (Foto 6, 7 e 8). A sua função era, pelo contrário, a de proteger a margem dos efeitos da erosão, criando a sombra que nos meses de canícula era muito apreciada por portugueses e galegos que convertiam esta zona de lazer numa das mais frequentadas da margem esquerda do Rio Minho. O que resta agora é um descampado inóspito (Foto 3). Como é que se vai justificar esta inqualificável intervenção aos adultos que em criança ajudaram a tornar a Beirada do Rio de Lanhelas (como é conhecido o local) numa paisagem singular e cheia de memórias? O que foi feito constitui um desrespeito por todos aqueles que contribuíram para a arborização, não só em 1989 mas, ainda, em anos anteriores, enriquecendo o património natural da freguesia.

Perante o ocorrido, com o abate indiscriminado das árvores (não só os choupos híbridos doentes e em perfeito estado fitossanitário) mas das outras espécies que formavam a galeria ripícola, solicitamos à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) os devidos esclarecimentos, reclamando a abertura de um processo para apurar responsabilidades de tão grave atentado ambiental. Comunicamos, igualmente, este grave crime de lesa património natural ao ICNF, à CCDR Norte e ao Portal de Denúncias iFAMA.

 

Foto 3
Foto 6

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto 7
Foto 8