By: corema

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Exposição organizada pela Pesqueiras-Associação do rio Minho/Projeto
Raízes
e a Asociación do rio Miño Ignácio Gago (Arbo) com o apoio do
Município de Melgaço.


Constituem parte da exposição 30 fotografias do fotógrafo Luis Borges no
âmbito de um trabalho desenvolvido pelo Projeto Raízes com a Associação
de Pescadores das Pesqueiras do rio Minho
, 7 fotografias muito antigas,
algumas do início do século XX, que retratam a ligação das populações de
Arbo ao rio Minho e à pesca nas pesqueiras e um conjunto de 16 painéis que
constituem o Plano Del rio Miño da Comisión Internacional d e Limites entre
Espanha e Portugal datado de 1898
, onde estão sinalizadas as pesqueiras
dos dois lados do rio até quela data. Estes últimos pertencentes à
Asociación do rio Miño Ignácio Gago (Arbo).


Integram, também, esta exposição um conjunto de esculturas do artesão de
Arbo, Vicente López Martinez.


O rio Minho marca a identidade das gentes de Melgaço e Arbo e a ele estão
ligadas as principais atividades que foram, durante anos, as suas fontes de
sobrevivência. O rio era rico em espécies que ainda hoje fazem as delícias
gastronómicas, com destaque para o salmão, sável, savelha e, sobretudo,
lampreia. Face a esta enorme variedade piscícola que o rio oferecia, a
população foi utilizando os seus recursos e a sua própria topografia para
construir armadilhas de pesca em pedra ao longo das suas margens: as
pesqueiras do rio Minho. Habilidosos sistemas de muros construídos a partir
das margens, que se assumem como barreiras à passagem do peixe
obrigando o a fugir pelas pequenas aberturas (caneiros) através das quais
acaba por ser apanhado em engenhosas armadilhas: as redes de botirão.
Também é usada a arte da cabaceira, sobretudo para os peixes de escama.
As pesqueiras, umas milenares e outras centenárias, pressupõem um
conhecimento profundo do rio, dos caudais, das correntes e das artes de
pesca mais indicadas conforme a profundidade das águas. Constituem um
bom exemplo da relação establecida entre o meio físico e o social, um
marco histórico cultural que prova bem os usos e costumes de um povo,
nomeadamente na arte de armar a pesca.


Pela sua importância social, económica e patrimonial, a Pesca nas Pesqueiras
do Rio Minho foi inscrita, em Portugal, no Inventário Nacional do Património
Cultural Imaterial em 2022.

Aguardam a sua inscrição no lado Espanhol…

By: corema

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A COREMA está de luto e em choque com a notícia do falecimento inesperado do Dr. Guilherme Lagido Domingos, ex-Vice-Presidente da Câmara Municipal de Caminha, ex-vereador do Ambiente do executivo camarário e, presentemente, colaborador da COREMA. A sua paixão, a sua capacidade e a longa experiência em relação aos temas do ambiente traduzem-se numa perda muito significativa para a causa ambiental e para o concelho de Caminha. Recordamos que ele foi o principal impulsionador do estudo e do projecto de classificação da Serra d’ Arga. Num momento crítico da nossa luta contra a mineração selvagem no Alto Minho e no país juntou-se a nós. Confiou no nosso ardor combativo e, com grande afabilidade e sabedoria, ajudou-nos a definir os passos a dar para melhor atingirmos os nossos objectivos em defesa do ambiente e do nosso território, que era também o seu.  

Resta-nos continuar a defender o seu legado e apresentar sentidas condolências à esposa, filhas e restante família.  

OBRIGADO Dr. GUILHERME LAGIDO DOMINGOS!

04/02/2022

 

A Direcção da COREMA